07 abril 2009

FENOMENO DA DROGA NA EUROPA 08 II

Consumo de droga na Europa segundo o relatório anual 2008 do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência:


Tendência por droga, analisada pela indexação de notificação de infracções em materia de droga na União Europeia.




Evolução do consumo de Cocaína na Europa de 1991 a 2007.




No geral há um aumento de consumo de cocaína. Os níveis de consumo em Espanha e no Reino Unido destacam-se, são os mais elevados, a ultrapassar os 5% dos jovens adultos (15 a 34 anos). Portugal é representado por uma linha amarela entre os 0,5 e os 1,2%.



FENOMENO DA DROGA NA EUROPA 08

Consumo de droga na Europa segundo o relatório anual 2008 do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência:


31 março 2009

Põe-te a milhas nos Açores

O Põe-te a milhas passou pelos Açores.
A Associação "Ilhas em Movimento", tendo em conta o grave problema da toxicodependência existentes nos Açores, convidou o "PÕE-TE A MILHAS DAS PASTILHAS" para ir aos Açores.




Os cientistas Teresa Summavielle e Pedro Melo do Instituto de Biologia Molecular e Celular do Porto passaram pelas Escolas Secundárias Antero de Quental, Domingos Rebelo e Laranjeiras, em S. Miguel, de 10 a 12 de Março.
Os cientistas explicaram aos jovens os efeitos da "ecstasy" no cérebro numa prespectiva científica, sem componente moralista.

30 março 2009

Crianças Drogas

Reportagem da Revista Sábado, de 12 de Março sobre o consumo de drogas em miúdos dos 9-14 anos. Relatos na primeira pessoa que vale a pena ler: AQUI.


E vocês conhecem casos destes, de consumo de drogas a começar na infância?

20 fevereiro 2009

Sem álcool, sem divertimento

Reportagem do Público, de 18 de Fevereiro, sobre o álcool e os adolescentes.
Vale a pena ler: AQUI.
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Porque é que o consumo de álcool afecta o feto?


Porque é que o consumo de álcool tem estes efeitos no feto?


Alguns estudos em animais têm sido realizados para tentar perceber os mecanismos de acção do álcool que conduzem ao síndrome alcoólico fetal.

O álcool, pelas suas características quando metabolizado, atravessa facilmente membranas celulares e se difunde por líquidos e tecidos do organismo. Portanto, o etanol atravessa facilmente a barreira da placenta e se distribui no líquido amniótico, chegando ao feto. Após a ingestão de álcool, os nível de etanol no sangue da mãe e do feto são aproximadamente iguais.




As explicações mais aceites na comunidade científica, para o modo como o etanol afecta o feto são:


1. as enzimas do feto são imaturas, como tal, há o acumular de um ácido metabólito do etanol. Este ácido acumula-se nos tecidos do coração, placenta e fígado do feto e podem ser uma das caudas da embriopatia do síndrome alcoólico fetal.





2. o etanol afecta o transporte de aminoácidos através da placenta diminuindo a oferta de nutrientes ao feto, afectando assim a divisão celular e consequentemente o crescimento do feto.



3. quando o etanol se encontra no sangue o fígado consome muito oxigénio para a metabolização do etanol. A falta de oxigénio causa vasoconstrição, o que aumenta a deficiência de oxigénio. Isto pode resultar num colapso momentâneo na vasculatura umbilical e em hipoxia fetal. A hipoxia resulta na diminuição de transporte de aminoácidos e carbohidratos ao feto, o que prejudicará o seu desenvolvimento.





4. o álcool conduz ao aumento de prostaglandinas em vários tecidos e a uma maior produção de AMPc, o que em níveis elevados pode afectar o desenvolvimento do sistema nervoso central.


- Research Society on alcoholism
- Recent Developments in Alcoholism
- Fetal Alcohol Syndrome: MedlinePlus




Efeitos da ingestão de álcool no feto

O síndrome alcoólico fetal é a maior causa de atraso mental no ocidente, ocorre em 30-50% das crianças com mães alcoólicas, em 2-40 por cada 1000 nascimentos em Portugal, 1 / 600 na Suécia e 1 /50 em algumas aldeias indígenas americanas.




Há muitos casos de efeitos do álcool no feto que não são considerados Síndrome Alcoólico Fetal, mas que não deixam por isso de ser graves.
As crianças afectadas pela ingestão de álcool durante a gestação podem apresentar deficit de crescimento, alterações neurológicas e distúrbios de comportamento.



Os CRITÉRIOS MÍNIMOS PARA O DIAGNÓSTICO de Síndrome Alcoólico Fetal são:

. deficit de crescimento pré e/ou pós natal;

. danos no sistema nervoso, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, diminuição do quociente de inteligência, alterações comportamentais;

. dimorfismo facial, pelo menos 2 dos sinais seguintes: microcefalia, microftalmia e/ ou fissura palpebral pequena, filtro nasal hipoplásico com lábio superior fino e hipoplasia de maxilar;


dimorfismo facial




O sistema nervoso é o mais afectado pelo síndrome. O QI dos pacientes com síndrome alcoólico fetal pode variar, mas geralmente está entre 60 e 80%.





Cerca de 80% das crianças afectadas tem microcefalia e problemas de comportamento, e cerca de metade apresentam problemas na coordenação motora, hipotonia, hiperactividade e défice de atenção, malformações cardíacas, malformações vasculares e anomalias a nível de visão e audição.


Com regularidade identificam-se problemas de aprendizagem e memória que podem persistir durante toda a vida.


As crianças expostas ao álcool têm também mais probabilidade de desenvolver desordens psiquiátricas como perturbações de humor, depressão major, perturbação psicótica e bipolar.



19 fevereiro 2009

Põe-te a milhas das Pastilhas!

Partindo do princípio que o conhecimento per se pode contribuir para a mudança de hábitos, um grupo de investigadores em neurobiologia das drogas de abuso do IBMC decidiu dar a conhecer ao público os efeitos das drogas.


Este blog e o website: e-drogas são uma extensão deste projecto.

IBMC

Descobre um pouco mais sobre o Instituto de Biologia Molecular e Celular:



www.ibmc.up.pt

12 fevereiro 2009

O consumo de marijuana e o cancro dos testículos

Um artigo publicado na revista “Cancer” analisou a relação entre casos de cancro dos testículos (TGCT - Testicular germ cells tumors) e o consumo de marijuana.


O uso crónico de cannabinóides têm efeitos adversos no sistema reprodutivo e em vários estudos foi relacionado com a diminuição de hormonas, infertilidade e impotência. A infertilidade masculina e a fraca qualidade do sémen são associados a um maior risco de cancro dos testículos, daí a hipótese do consumo de marijuana como factor de risco.


Cannabis Sativa Koehler - ilustração científica


Um grupo de investigadores do Fred Hutchinson Cancer Research Center conduziu um estudo de controlo de caso, no estado de Washington: entrevistou 371 homens diagnosticados com cancro dos testículos (TGCT), com idades compreendidas entre os 18 e os 44 anos; e 979 homens da mesma região e faixa etária, sem diagnostico conhecido de TGCT, seleccionados aleatoriamente.

Embora mais de 70% dos homens com TGCT tivessem consumido marijuana, a diferença relativamente ao indivíduos do grupo de controlo (sem TGCT), que afirmaram ter consumido marijuana, é de apenas 4,6%.



No geral há uma maior % de homens com cancro dos testículos a ter consumido e a consumir
marijuana, comparativamente com o grupo representativo da população em geral. Estes começaram também a consumir mais jovens e com mais frequência do que o grupo de controlo.


Contudo, os números não falam por si e serão necessários mais estudos para reforçar (ou quem sabe contrariar) estes números.
No resumo do artigo os autores reconhecem que será necessário voltar a testar esta hipótese, nomeadamente através de análises moleculares dos receptores de cannabinóides e outras que possam revelar mais sobre os mecanismos biológicos do cancro dos testículos.


Porque a ciência é feita de pequenos passos...


ver: artigo Público


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