Mostrar mensagens com a etiqueta álcool. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta álcool. Mostrar todas as mensagens

01 outubro 2009

Mecanimo dos Efeitos Negativos das Drogas na Gravidez: diminuição do aporte de Ácido Fólico ao feto

Uma equipa de investigação da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) descobriu um dos mecanismos que explica o impacto negativo que o consumo de álcool, tabaco, anfetaminas (entre as quais o ecstasy) e tetrahidrocanabinol (principal princípio activo da cannabis) consumidos durante a gravidez têm sobre o feto.

Embora sejam bem conhecidos os riscos associados ao consumo destas substâncias durante a gravidez, pouco se sabe relativamente aos processos que desencadeiam as complicações que muitas vezes afectam os filhos de mães que consomem drogas leves, fumam ou consomem bebidas alcoólicas de forma crónica. Agora, a investigação conduzida por Fátima Martel e Elisa Keating, investigadoras do Laboratório de Bioquímica da FMUP, com colaboração do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de S. João, sugere que o uso dessas substâncias por parte da mãe reduz o transporte de ácido fólico para o feto, através da placenta.



As investigadoras utilizaram vários modelos celulares de placenta humana para avaliar o impacto dos compostos atrás mencionados no transporte celular de ácido fólico na placenta. Os resultados evidenciaram que, quando testados cronicamente, o álcool e a nicotina reduzem o transporte desta vitamina em cerca de 25%, o ecstasy é responsável por uma redução de 30% e o tetrahidrocanabinol e a anfetamina por uma redução de 40%. Os resultados sugerem também que parte destes efeitos resulta da inibição da expressão do gene de uma proteína transportadora do ácido fólico.

O ácido fólico é uma vitamina fundamental para o desenvolvimento e o crescimento fetal. E a carência desta vitamina está associada a um aumento do risco de desenvolvimento de defeitos do tubo neural tais como a anencefalia e a espinha bífida.


FONTE: newsletter da UP - http://noticias.up.pt/catalogo_noticias.php?ID=2778

21 agosto 2009

Binge Drinking: Alguns Estudos

Nos últimos tempos tem-se ouvido muito este estrangeirismo Binge Drinking.

O Binge Drinking é uma expressão moderna para descrever a ingestão de grandes quantidades de álcool em pouco tempo com a clara intenção de ficar intoxicado.
Este estilo de consumo de álcool vai um pouco para além do " beber socialmente" para ser uma forma intencional de alteração de consciência e por vezes até de auto-medicação.



Este fenómeno está a gerar preocupação, nomeadamente junto da comunidade científica.

O número que será publicado em Novembro da revista Alcoholism: Clinical & Experimental Research demonstra esta preocupação através alguns artigos científicos.

Um dos estudos publicados demonstra que o consumo de quantidade excessivas de álcool pode levar a múltiplos danos cerebrais, inclusive o desenvolvimento de problemas emocionais que irão interferir com a capacidade de relacionamento interpessoal.



Neste estudo foram realizadas ressonâncias magnéticas funcionais a ex-alcoólicos em abstinência há um longo período de tempo. Os resultados sugerem uma diminuição da actividade da amígdala e do hipocampo o que poderá significar deficiências emocionais.

No estudo foram usados dois grupos de homens, com o mesmo nível socioeconómico, educação, idade e QI, mas um grupo era de ex-alcoólicos e outro não. Durante a ressonância magnética funcional foram apresentadas palavras e rostos aos participantes e estes tinham que classificá-las. Para cada parâmetro tinham duas opções de classificação.


Os resultados demonstraram que os ex-alcoólicos tinham mais dificuldade em interpretar expressões faciais, assim como códigos verbais, sendo essas dificuldades reflexo dos níveis de actividade da amígdala e do hipocampo. Além disso, os ex-alcoólicos, ao contrário do grupo de controlo, recrutaram o córtex pré-frontal para a interpretação das expressões faciais, de modo a compensar a actividade neuronal das outras áreas do cérebro.


O professor Ksenija Marinkovic da Universidade da California, entrevistado pelo ScienceDaily, explica que o cérebro, como a maioria dos nossos órgãos, é vulnerável aos danos infligidos pelo consumo excessivo de álcool e que os défices mais comuns incluem problemas de memória, redução da capacidade de raciocínio e de resolução de problemas, assim como alterações emocionais.

Os danos do álcool no cérebro nem sempre são muito visíveis, diz Marinkovic. Dificuldades de comunicação verbal e não verbal podem passar mais ou menos desapercebidas, mas a incapacidade de interpretar correctamente mensagens pode ter fortes repercussões na vida do indivíduo.

FONTE: http://www.sciencedaily.com/releases/2009/08/090811161257.htm

Outro dos estudos da Alcoholism: Clinical & Experimental Research a sair em Novembro é de um grupo de cientistas espanhóis da Universidade de Santiago de Compostela. No estudo foram analisados 95 alunos do 1º ano da universidade, 45 Binge Drinkers e 53 como grupo de controlo. Para o estudo foi analizada a resposta cerebral electrofisiológica a estímulos internos e externos
durante a execução de tarefas envolvendo a memória visual.



Alberto Crego, autor principal do estudo, explicou, segundo o ScienceDaily, que os jovens que entraram no Binge Drinking conseguiram efectuar as tarefas correctamente mas com muito mais dificuldade, demonstrando menos eficiência na distribuição da atenção e no uso dos recursos da memória visual.
O investigador afirma que os resultados deste trabalho indicam que jovens com comportamentos de Binge Drinking podem ter problemas de atenção e memória a curto prazo.


FONTE: http://www.sciencedaily.com/releases/2009/08/090811161259.htm

22 maio 2009

O álcool é mais forte do que pensas!

Esta é uma campanha de prevenção rodoviária promovida pela Associação Salvador, uma associação portuguesa, sem fins lucrativos, que promove a conquista dos interesses e direitos das pessoas com mobilidade reduzida.



Porque o álcool é mais forte do que pensas...


05 maio 2009

BEBA COM CABEÇA

Projecto da ANEBE, uma aliança de algumas das principais empresas de vinhos e de bebidas espirituosas a operar em Portugal e no Mundo, criou este website para promover o consumo moderado e responsável dos seus produtos.


O Beba Com Cabeça já foi implementado noutros países e pretende oferecer, de maneira clara e transparente, informação ao consumidor de bebidas alcoólicas.
Aprender mais sobre: EFEITOS DO ÁLCOOL; ATITUDE CORRECTA; QUANTAS UNIDADES?; O MEU PERFIL; DENTRO DA LEI; PARCEIROS; em: http://www.bebacomcabeca.pt/

20 fevereiro 2009

Sem álcool, sem divertimento

Reportagem do Público, de 18 de Fevereiro, sobre o álcool e os adolescentes.
Vale a pena ler: AQUI.
.

Porque é que o consumo de álcool afecta o feto?


Porque é que o consumo de álcool tem estes efeitos no feto?


Alguns estudos em animais têm sido realizados para tentar perceber os mecanismos de acção do álcool que conduzem ao síndrome alcoólico fetal.

O álcool, pelas suas características quando metabolizado, atravessa facilmente membranas celulares e se difunde por líquidos e tecidos do organismo. Portanto, o etanol atravessa facilmente a barreira da placenta e se distribui no líquido amniótico, chegando ao feto. Após a ingestão de álcool, os nível de etanol no sangue da mãe e do feto são aproximadamente iguais.




As explicações mais aceites na comunidade científica, para o modo como o etanol afecta o feto são:


1. as enzimas do feto são imaturas, como tal, há o acumular de um ácido metabólito do etanol. Este ácido acumula-se nos tecidos do coração, placenta e fígado do feto e podem ser uma das caudas da embriopatia do síndrome alcoólico fetal.





2. o etanol afecta o transporte de aminoácidos através da placenta diminuindo a oferta de nutrientes ao feto, afectando assim a divisão celular e consequentemente o crescimento do feto.



3. quando o etanol se encontra no sangue o fígado consome muito oxigénio para a metabolização do etanol. A falta de oxigénio causa vasoconstrição, o que aumenta a deficiência de oxigénio. Isto pode resultar num colapso momentâneo na vasculatura umbilical e em hipoxia fetal. A hipoxia resulta na diminuição de transporte de aminoácidos e carbohidratos ao feto, o que prejudicará o seu desenvolvimento.





4. o álcool conduz ao aumento de prostaglandinas em vários tecidos e a uma maior produção de AMPc, o que em níveis elevados pode afectar o desenvolvimento do sistema nervoso central.


- Research Society on alcoholism
- Recent Developments in Alcoholism
- Fetal Alcohol Syndrome: MedlinePlus




Efeitos da ingestão de álcool no feto

O síndrome alcoólico fetal é a maior causa de atraso mental no ocidente, ocorre em 30-50% das crianças com mães alcoólicas, em 2-40 por cada 1000 nascimentos em Portugal, 1 / 600 na Suécia e 1 /50 em algumas aldeias indígenas americanas.




Há muitos casos de efeitos do álcool no feto que não são considerados Síndrome Alcoólico Fetal, mas que não deixam por isso de ser graves.
As crianças afectadas pela ingestão de álcool durante a gestação podem apresentar deficit de crescimento, alterações neurológicas e distúrbios de comportamento.



Os CRITÉRIOS MÍNIMOS PARA O DIAGNÓSTICO de Síndrome Alcoólico Fetal são:

. deficit de crescimento pré e/ou pós natal;

. danos no sistema nervoso, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, diminuição do quociente de inteligência, alterações comportamentais;

. dimorfismo facial, pelo menos 2 dos sinais seguintes: microcefalia, microftalmia e/ ou fissura palpebral pequena, filtro nasal hipoplásico com lábio superior fino e hipoplasia de maxilar;


dimorfismo facial




O sistema nervoso é o mais afectado pelo síndrome. O QI dos pacientes com síndrome alcoólico fetal pode variar, mas geralmente está entre 60 e 80%.





Cerca de 80% das crianças afectadas tem microcefalia e problemas de comportamento, e cerca de metade apresentam problemas na coordenação motora, hipotonia, hiperactividade e défice de atenção, malformações cardíacas, malformações vasculares e anomalias a nível de visão e audição.


Com regularidade identificam-se problemas de aprendizagem e memória que podem persistir durante toda a vida.


As crianças expostas ao álcool têm também mais probabilidade de desenvolver desordens psiquiátricas como perturbações de humor, depressão major, perturbação psicótica e bipolar.



12 fevereiro 2009

Proibição de venda de álcool a menores de 18 anos

O Plano Nacional para a Redução dos Problemas do Álcool está em discussão e uma das medidas em cima da mesa é a proibição da venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos.

Em Portugal, assim como na Itália e algumas regiões da Espanha, é premitida a venda de bebidas alcoólicas a maiores de 16 anos. Se IDT avançar com esta ideia, a apresentar ao Ministérios da Saúde até 2010, a legislação portuguesa quanto às vendas de bebidas alcoólicas irá convergir com a lei em vigor em quase toda a UE.



O presidente do IDT, João Goulão, disse ao Diário de Notícias que o plano prevê maior fiscalização nos estabelecimentos de consumo e campanhas de prevenção entre crianças, jovens e grávidas.

De acordo com o Público, outra das propostas em discussão é a redução da taxa legal de alcoolémica para novos condutores de 0,5 para 0,2 g/litro de sangue.

Jovens, álcool e publicidade

Um estudo publicado na "BMC Public Health" indica que a exposição a publicidade e marketing de bebidas álcool conduz a um maior consumo de bebidas alcoólicas entre os jovens. O estudo foi uma análise sistemática de trabalhos sobre a relação entre publicidade e consumo de álcool. Lesley Smith e David Foxcroft da Universidade de Brookes em Oxford não trazem nada de novo, centraram-se em sete estudos que encaixavam dentro dos mesmos padrões e metódos e re-analizaram os dados, agora com uma amostra de 13 mil indivíduos entre os 10 e os 26 anos.






O artigo foi noticiado no Público como: "Publicidade a álcool pode 'empurrar' jovens a beber", no entanto, depois de ler o artigo parece que a principal conclusão de Lesley Smith e David Foxcroft é a dificuldade em associar a publicidade ao consumo de álcool. De um universo de 115 artigos potencialmente relevantes só 7 encaixaram nos critérios definidos para análise. Mesmo estes 7 estudos não deixam clara a relação entre a publicidade e consumo de álcool - são
muitas as variáveis que influenciam o nosso comportamento e é díficil manter o controlo sobre as variáveis.


Por mais evidente que pareça a influência da publicidade e marketing no consumo de álcool, tudo indica que ainda não é possível prová-lo cientificamente de modo inequívoco...

.

Álcool em números

O Plano Nacional para a Redução dos Problemas Ligados ao Álcool está deste dia 9 de Fevereiro em discussão pública.


Um artigo do Público dá conta de alguns dos números em discussão neste plano:




. o "binge drinking" - consumo de grande quantidade de álcool numa determinada ocasião, é responsável por 27 000 mortes acidentais e 10 000 suícidios, por ano, na Europa.





. 25 milhões de europeus têm como padrão habitual de consumo o "binge drinking" e 80 milhões praticam-no pelo menos uma vez por semana.

.
o álcool causa no geral 195 000 mortes na Europa, sendo a faixa etária 15-29 a mais afectada .

.
4 /10 assassínios e mortes violentas estão relacionadas com álcool.

.
1/ 6 suícidios está relacionado com o álcool.

.
1/3 acidentes rodoviários está relacionado com o álcool.





. A Europa é a zona do mundo com consumo mais elevado de álcool, 11 litros per capita.

.
5 a 9 milhões de crianças na UE vivem em lares afectados pelo álcool, e 16% dos casos de abuso infantil e negligência são causados pelo álcool.

.


.